Crenças – Como mudar?

Uma pergunta nessa postagem me fez viajar no tempo e me lembrar de todas as minhas fases em luta com as crenças que me bloqueavam: de fazer o que eu queria, de ser quem eu queria ser, de ter segurança para agir diferente do hábito, de sair da zona de conforto, de perceber algumas situações como desafios e aprendizados e não ameaças, de acreditar que a abundância é o fluxo natural do Universo e a escassez é criada por medo da falta, de perceber que coisas incríveis acontecem todos os dias, de entender as coisas “ruins” como oportunidades de aprendizado e crescimento, de atrair pessoas boas, de me sentir grata em todos os momentos… E vou parar por aqui porque a lista é interminável.

Acredito realmente que esse é um estilo de vida. Perceber a todo momento como o mundo é criado pelo que você acredita. Perceber que o que você acredita como sendo verdade é influenciado por milhares de fatores inconscientes: família, cultura, traumas, convenções sociais, ditados populares, ideias que se instalam sem real percepção ou raciocínio lógico imparcial.

O exercício de identificação dessas crenças não é fácil, e a remoção delas, mais difícil ainda!

A pergunta foi: Como identificar essas crenças? Então vou falar da minha experiência desde o começo.

Como identificar

Acredito que existam diversas maneiras, mas eu, comecei a identificá-las no processo de análise com uma psicóloga, há cinco anos. Eu sempre tive o hábito de pensar demais sobre as coisa, filosofar infinitamente… Mas parava nas explicações “racionais”. Durante as sessões, comecei a ser questionada se minha explicação racional era realmente verdadeira. Foi como transcender mais uma porta.

Exemplo:

Vou citar apenas um exemplo de centenas de crenças que me bloqueavam.

Fato: Eu era super preocupada com o planejamento das coisas nos mínimos detalhes – a “garota da planilha”. Tinha uma necessidade extrema de controle, de mim mesma, das minhas emoções, das minhas ações e das situações.

Explicação racional: Quanto mais eu me planejasse, menos chance haveria de acontecer coisas “ruins”. Poderia prever e minimizar falhas. Isso sempre fez de mim uma excelente profissional. Isso era “natural” em mim e não agir assim seria ir contra “quem eu era”. Se não me preocupasse tanto, seria irresponsável. Justificativas para manter o controle não faltavam.

Provável causa: Tendência natural para controle, hábito familiar, sentimento de culpa por coisas que “deram errado” e eu acreditei que dependia exclusivamente de mim alterar o curso das coisas. Um fato que reforçou bastante esse comportamento, foi um sequestro relâmpago. Eu acreditei por muito tempo que era culpa minha ter vacilado, ficado distraída e que se eu estivesse atenta, preocupada e sob controle, aquilo não aconteceria.

Parte boa e parte ruim: As duas sempre vão existir. A parte boa de ser controladora é a que eu descrevi na Explicação Racional acima. De certa foram você realmente reduz risco e se torna um excelente profissional. A parte ruim eu só fui percebendo quando entrei no processo de questionar as minhas explicações racionais. É natural acreditar no que a nossa mente nos diz. Fazia muito sentido acreditar que as minhas próprias explicações estavam “certas”. Mas comecei a perceber que essa forma de ver o mundo me fazia mais mal do que bem. Além do gasto excessivo de energia, ansiedade e constante stress, eu bloqueava o fluxo das coisas. Eu perdia a magia do inesperado. Eu não permitia que as pessoas e as coisas me surpreendessem. Tudo que saía do planejado era automaticamente classificado como ruim, mesmo que não fosse…

Solução: A primeira parte em direção a solução é a consciência. Mas não é a única. Durante o período em que fiz análise, encontrei dezenas de crenças que não me faziam mais sentido, mas me via sempre agindo inconscientemente com base nelas. Precisava sempre estar analisando meus pensamentos e atitudes para entender o que me levava a agira de tal forma. Agir de forma diferente era um processo racional também. Isso voltava a reforçar minha necessidade de controle.

Caminhos não tradicionais

Vou falar sobre coisas que me ajudaram a mudar meus padrões de pensamento. Foi parte do meu processo e não acredito que exista fórmula certa. Cada um é cada um, tudo tem seu momento.

Eu me percebi diferente depois de um período de grande stress. Comecei a ir a lugares diferentes, me abri para conhecer outras pessoas, comecei a fazer coisas sem planejamento e que antes me apavoravam. Saí da zona de conforto e quanto mais eu fazia coisas diferentes, mais eu gostava e mais eu queria me arriscar. Percebi que sem planejar eu me sentia melhor. Isso aconteceu há um ano, mais ou menos.

Quando conversei com a Andrea Brescancini sobre o Barras de Access, caiu uma ficha gigante. Minha psicóloga estava fazendo sessões de Barras em mim naquele período de extremo stress. Eu, na tentativa de ser menos controladora, na época em que recebi, não fiz questão de me aprofundar nos detalhes da técnica. Só recebia (um dos preceitos da técnica) aquela energia que me relaxava e me deixava mais calma. Eu não sabia que ela apaga crenças, modelos e padrões preestabelecidos em nosso inconsciente. Só sabia que me fazia muito bem.

Comecei a meditar, a assistir conteúdo de pessoas que acreditam que a vida pode ser leve, fácil, instigantemente desafiadora, alegre, feliz… Fui viajar sozinha, comecei a praticar Yoga, e percebi que não era mais a mesma pessoa. Comecei a conhecer dezenas de novos amigos, abri um fluxo de abundância que me trouxe coisas que eu nunca imaginei viver. Co-criei um novo trabalho, me mudei, e embora sempre tenha sido feliz, estou mais feliz do que nunca! Uma felicidade menos eufórica, mais consistênte, com bases mais firmes.

Descobri recentemente o Thetahealing. Outra técnica de identificação e mudança de crenças. Fez muito sentido para mim porque a técnica propõe algoa que eu já havia percebido. É possível sim mudar um crença instantaneamente! Não é só de forma racional, usando a mente que vamos mudar a forma de pensar, de agir, de ser e a realidade que co-criamos.

Às vezes podemos nos abrir para coisas que pensamos não fazer sentido e experimentar. Se permitir sair do racional pode mudar a sua realidade instantaneamente! Se você acredita em algo, isso se torna a sua realidade. Somos nós que escolhemos no que vamos acreditar, seja com a razão, seja com a mente, seja com o coração, seja com a experimentação verdadeiramente aberta e sem preconceitos. Acho que tudo ajuda e um não exclui o outro!

Referências

Seria impossível listar tudo que contribuiu para esse processo interno nos últimos cinco anos, mas, além do relato acima, não posso deixar de listar as primeiras coisas que me vem a cabeça quando penso no assunto “crenças” hoje:

1 – Esse vídeo;

2 – O conceito de: Criar um novo caminho neural! Esse assunto dá outro post, mas é basicamente você reforçar um novo comportamento/pensamento/habito. Ir para onde você quer ao invés de fugir do que não quer. Não dá para apagar o caminho neural antigo, mas ele pode entrar em desuso. Quem me ensinou esse conceito foi minha amiga e Coach Carol, que também me falou do número 3;

3 – Seu pensamento gera uma emoção, que leva a uma ação, que te traz um resultado. Quando algo não está bem na sua vida, antes de agir, entenda que pensamento está criando a emoção em questão. Pense que emoção você gostaria de sentir. Porque? O propósito alinhado, trará a emoções ideal, para uma ação mais adequada ao resultado que você deseja. É sentindo o que você quer sentir que você sente. Quanto mais gratidão, mais motivos para ser grato, quanto mais amar, mais amado será, e assim por diante.

Conclusão

Eu acredito que a Psicologia, a Neurociência, a busca por autoconhecimento, a Espiritualidade, a Yoga, a Astrologia, o Barras de Access, a Constelação Familiar e o ThetaHealing, dentre outras, são ferramentas para identificar e/ou resolver os bloqueios das crenças limitantes. Mas não acredito que nenhuma delas sozinha “resolva a vida” de ninguém. O ideal é uma combinação delas. E a melhor combinação é a que combina com a pessoa. A melhora técnica é a que a pessoa acredita que faz sentido.

Beijos!

Sofia

P.S. Há um tempo atrás escrevi o post Barras de Access Consciousness e Eu quando percebi o que havia mudado em mim.

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