Contágio Social – O Que Eu Aprendi

Quinta-feira passada fui ao workshop da Gera e da Simone sobre Contágio Social. Já fazia uma ideia do assunto mas me surpreendi com os detalhes de como ele acontece, como nos influencia e com as ferramentas que podemos usar para avaliar a influência do nosso meio social em alguns dos nossos comportamentos e nas diferentes áreas da nossa vida.

Durante o workshop fizemos uma avaliação das nossas redes sociais. Não essas que você está pensando. As redes de pessoas com quem convivemos, que são formadas pelas pessoas do trabalho, pelos amigos de faculdade, pela família, pelo grupo de um determinado hobbie, os vários grupos de amigos… Cada um desses grupos é uma “rede social”.

Somos contagiados o tempo todo por esses grupos. Às vezes o contágio nos leva para onde queremos ir, às vezes nos afasta. Às vezes nos ajuda a ser mais saudáveis, adquirir novos conhecimentos, ser mais felizes no trabalho, e às vezes leva a gente para beber, fumar, dormir tarde, assistir programas inúteis e fofocar.

Cada coisa tem a sua hora e não sou a favor de nada radical. Mas viver sem a consciência desse contágio, é abrir mão da autorresponsabilidade. Muitas vezes é se permitir usar os outros como desculpa para a falta de disciplina em praticar o que se quer viver.

Tenho consciência disso há algum tempo já, mas isso não garante que eu não me perca das rotinas que já consegui estabelecer. Parece que estou sempre tendo que puxar minha orelha para voltar a acordar mais cedo, para ir na academia, meditar, beber mais água, praticar minha rotina antes de dormir, ler ao invés de ficar no face, e tantos outros hábitos que gostaria de cultivar.

Com o tempo percebi que me isolar facilitava. Quanto mais tempo tenho só, mais cuido de mim.

Mas como o contágio social pode influenciar positivamente ao invés de atrapalhar?

Precisamos ficar mais próximos às pessoas que, na nossa visão, estão fortes nos pontos que queremos desenvolver. É usar o tempo junto com inteligência, ao invés de cair no comodismo de ficar sempre falando sobre os mesmos assuntos com as mesmas pessoas. Sabe aquela amiga bem sucedida com quem você passa horas falando sobre como ela está triste com o namorado e a última briga deles? Fale também sobre como ela se sente no trabalho, como ela reage quando o chefe dá aquela carcada, sobre como ela consegue que os funcionários façam o que deve ser feitos.

A proposta é usar suas redes sociais como uma influência positiva com cada pessoa contribuindo com o que ela pode contribuir e saindo da zona de conforto dos mesmo relacionamentos de sempre. Não se trata de abandonar as pessoas, embora, muitas vezes isso seja necessário.

Um exemplo mais concreto dessa influência tem base em estudos que comprovam que uma pessoa acima do peso, que começa a fazer parte de um grupo dentro do peso, tende a equilibrar a diferença. A pessoa acima, perde peso e os demais ganham um pouco. Essas influências chegam aos amigos dos nossos amigos. E funciona da mesma forma com o nível de felicidade, sucesso no trabalho, satisfação no relacionamento amoroso, saúde, conexão com a espiritualidade, etc.

Acho esse um assunto controverso e difícil muitas vezes. Quem já vive no conceito de autorresponsabilidade há algum tempo acaba percebendo esse processo individualmente, mas é difícil aceitar que, às vezes, você precisa ser “egoísta” em proteger a sua energia. “Egoísta” em escolher os assuntos sobre os quais você quer ou não falar. “Egoísta” em não querer sair com quem só reclama da vida…

Todos sabemos do risco de contágio quando vemos alguém tossindo, mas será que nos lembramos quando vemos alguém reclamando e esbravejando?

Outras percepções e ferramentas sobre Contagio Social seriam spoiler desse workshop. Tem interesse em participar? Manda um oi para mim ou para as meninas que enviaremos informações sobre o próximo.

Beijus!

Sofia

P.S. Escrevi esse post na semana passada e hoje, ao revisá-lo, lembrei dessa postagem do Gustavo Tanaka sobre disciplina e me identifiquei muito. Já passei por várias fazes e hoje estou no lema “disciplina é liberdade”.

Foto: Matheus Ferrero

 

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