Sem obrigação de fazer sentido, mas sinta!

Mimimis

Alerta de mimimi. Se quer ir direto ao assunto pule para Tentativa de resumo.

Esse é o post mais bagunçado que eu já escrevi. O que escrevi mais rápidos e um dos mais importantes por estar me lembrando do porque comecei a escrever aqui. É uma sensação única que não pode ser substituída por nenhuma outra atividade. Estou revisando ele agora e me divertindo com toda a bagunça que fiz. Ele está refletindo perfeitamente a bagunça que está minha cabeça, o que é bom, já que para organizá-la eu teria ser menos abundante.

Hoje faz exatamente um mês desde o último post e estou me perguntando porquê. Tenho escrito até mais nas postagens do Facebook, do Instagram e até fiz Stories sobre insights que tive… Porque parei? Acho que o principal motivo é que não tô conseguindo mais separar os assuntos.

Não consigo mais pensar em uma coisa específica para vir aqui filosofar. Todos os assuntos estão totalmente ligados uns aos outros! Não posso vir aqui comentar o workshop que fui na quinta, sem mencionar os eventos de quarta, sábado e domingo. Não dá para comentar o momento difícil que um amigo está passando, sem comentar o quanto esse sentimento é compartilhado por outras dez pessoas, com situações parecidas e totalmente diferentes, mas que trazem os mesmos insights. Parece que não dá mais para separar a minha indecisão na vida profissional da minha indecisão na vida pessoal. Nas duas tô hesitando por medo do sucesso. Não é medo do fracasso não. É o medo que todo mundo tem de que fique tudo certo e daí… e daí o que mesmo?! Não se engane, você também tem esse medo.

Então vou escrever aqui, sabendo que tudo que eu contar vai ser apenas uma parte da história porque cada história do último mês está diretamente ligada à outra e cada insight fez sentido em todas elas e para todas as pessoas com quem conversei profundamente nesse período.

Essa introdução toda é para me desculpar por contar apenas uma parte da história, mesmo que você não saiba que é só uma parte. Acho que chegou a hora de eu começar a escrever um livro 😛

Tentativa de resumo para que os próximos posts não fiquem tão sem sentido:

Mais de 80% do que quero falar veio do que ouvi e li das pessoas com quem tenho convivido, conversado ou simplesmente encontrado na fila do banheiro. (Obs no P.S.3)

Se você tem acompanhado minhas redes sociais sabe que tenho conversado com mais de 50 pessoas todas as semanas (escrever isso faz eu me sentir “me sentindo”, mas para não mudar de assunto, explico melhor nos P.S.2). Agora imagina uma ideia simples, como “sinais e sincronicidades”. Imagina nessa última semana quantas pessoas me contaram histórias de sonhos, sinais e “coincidências”. Eu sinto muita vontade de começar a escrever aqui sobre isso. Mas não sei se começo pela pessoa, pelo que me aconteceu, pelo evento em que a conversa aconteceu, se uso ordem cronológica, se falo primeiro sobre o assunto e depois o contexto… Isso em cada um dos mil assuntos que quero falar.

Minha vida saiu da planilha excel! Para viver tudo o que estava acontecendo, nesse fluxo de abundância que tanto falo, precisei:

  1. Aceitar a falta de controle – Foi mais fácil no começo porque achei que ela era temporária. Comecei com uma única resolução de ano novo: Dizer sim para todas as oportunidades que apareciam e não parou mais de aparecer…
  2. Desapegar – De tudo! Dos modelos, do que eu achava que ia acontecer, do que eu achava que tinha que fazer, do tempo que as coisas levariam para acontecer, etc.
  3. Aprender a receber – Receber tudo com gratidão no lugar do usual “não precisava”.

São meses de histórias para cada um desses aprendizados. Eu comecei o Filosofiasblog para não perder nenhum detalhe dessa aventura que começou em dezembro. Queria poder reler sempre que me esquecesse dos aprendizados que a vida me traz.

No meio dessa abundância toda, o meu anseio por controle fez eu parar de escrever porque eu não sabia mais por onde começar. O lado bom foi que, na ânsia por querer dividir sem precisar estruturar criei coragem fazer vídeos e Stories, o que me aproximou de mais pessoas e suas histórias. O lado ruim é que senti mais pressão pela quantidade de respostas. O lado bom foi que decidi agora mesmo escrevendo que não posso parar mais. Algumas horas isso aqui vai ficar sem sentido, fora de ordem, mas no final tá tudo certo. Entendeu?! Cada coisinha vai desdobrando em outras coisas e lados bons e lados ruins e é uma abundância infinita de coisas para comentar, contar, filosofar…

Mas, para concluir assim no meio do raciocínio mesmo, percebi que não posso deixar de registrar essas pedras preciosas que recebo toda semana, todos os dias. Então depois dos próximos dois ou três, acho que os posts vão voltar a fazer sentido.

Beijos

Sofia

P.S.1 Acho que esse post ficou sem pé nem cabeça, mas quando eu for lê-lo daqui um tempo, tenho certeza que vou me lembrar do que estou sentindo agora. É algo muito parecido com: eu precisava escrever isso e fugi todos os dias do último mês! Que bom que parei de fugir.

P.S.2 Eu tenho feito novos amigos com muita facilidade e se falo com mais de 50 pessoas toda semana é porque abandonei meu medo de me expor. Abandonei a ideia de que as pessoas rejeitam quem não conhecem. Abandonei a ideia de que não vou saber o que falar e como agir quando não conheço ninguém no lugar. Abandonei a ideia de que… (ok, percebi que isso aqui vai virar post, então já já coloco o link aqui). O resumo é: vou me achar mesmo porque foi muito difícil vencer as barreiras para me sentir hoje tão pertencente à tantos grupos maravilhosos de pessoas que me incentivam tanto. Vocês sabem quem são!

P.S.3 Isso me lembra do workshop sobre Contágio Social, que será tema para o próximo post, depois do post do P.S.2. Olha eu já querendo colocar uma ordem…

P.S.4 Queria agradecer a Carol Monteiro com quem conversava enquanto escrevia esse post. O assunto só vou contar daqui uns dez posts… Mas preciso registrar aqui que o fato de ela começar a falar comigo no meio da minha inscrita me lembrou que tudo acontece quando a gente se coloca em movimento.

 

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