A Grande Avenida…

Exercitando o hábito de filosofar com esse texto, de um grande amigo, também filósofo por natureza.

A grande avenida…

E se a vida fosse uma grande avenida com suas sinalizações indicando o que podemos ou não fazer e com os semáforos contendo nosso Ímpeto de chegar ao final mais rápido que o necessário? O tráfego deixa claro a desigualdade, veículos infinitamente diferentes, o que conta é a sabedoria, a sagacidade e a vontade de movimentar-se ao longo da grande avenida.

Suas faixas de pedestres sem semáforo, nos permitindo exercer a bondade ao diminuir a velocidade e acenar permitindo a livre passagem para um jovem cheio de energia, ou um trabalhador apressado para chegar ao seu trabalho, ou ainda uma doce senhora com seus anos bem vividos e alguns bem sofridos e que já esteve na grande avenida. Ou um ser qualquer, destes que encontramos no dia a dia, sonhador apenas, mas cheio de energia, esperança e vontade de flutuar e percorrê-la.

Ao longo da grande avenida, vemos de tudo um pouco, aprendemos, erramos, conhecemos a liberdade de ir sem parar, às vezes paramos e nada podemos fazer, pois muitos buscam o mesmo e ao mesmo tempo. Ela nos permite seus atalhos, suas vias secundárias, mas no final sempre voltamos à grande avenida.

Outras vezes, a grande avenida nos prega peças, um pneu furado, um acidente a frente, uma colisão, um ato falho como o esquecimento de coisas simples, mas necessárias, que ficam em segundo plano, como um tanque sem combustível ou seria uma alma sem fé?

Situações que servem de alerta para reflexão e avaliação da importância e relevância do todo. Porque transitamos na grande avenida? Qual o destino final da grande avenida? Para alguns a viagem é abreviada, outros levam muitos anos para chegar ao seu final, na maioria das vezes sem sentido para quem fica e continua. Já ouvimos de tudo um pouco, o que sabemos é que a grande avenida é fantástica quando nos permitimos saboreá-la, acreditando que o quilômetro seguinte será sempre o melhor.

Aperte o cinto e siga em frente, seja, como diria uma amiga, sua “melhor versão” e olhe a grande avenida como um milagre projetado para o autoconhecimento, quem sabe nos esbarramos ao longo dela.”

Emerson Silveira

Entre várias reflexões, o que mais me chamou a atenção foi a analogia do nosso ritmo de vida. Para que correr tanto e chegar no final antes de todo mundo? A grande avenida sempre nos dá chances de parar e repensar… Mas às vezes a gente sofre e reclama, não percebendo que é uma ótima oportunidade.

E você? O que mais te chamou atenção nessa sensível reflexão? Deixe um comentário e incentive mais um filósofo!

Beijo!

Sofia

P.S. Foto do Andre Castellan com seu olhar atento e sensível.

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