Culpa na caminhada interior

Nesse caminho de auto conhecimento você começa a monitorar as próprias atitudes, impulsos e pensamentos. Você classifica eles como bons ou ruins, desejados ou a se ignorar, de alta ou baixa vibração. A partir daí começa a culpa por ser quem é em muitos momentos.

Comecei a pensar nisso e acho que às vezes é bom se deixar entregar aos sentimentos de mais baixa vibração. Sentar e fofocar à moda antiga, falar mal dos políticos, criticar a conduta alheia, mesmo que sua consciência ria de você. Até porque você já sabe que: quando Pedro fala de Paulo, sei mais sobre Pedro do que sobre Paulo…

Todos temos desses momentos e não tenho a pretensão de me livrar totalmente desse apego nessa encarnação. Acho que tenho coisas mais importantes a serem trabalhadas e também vejo essa falha como uma oportunidade de conexão e de monitoramento do que realmente penso e sinto. Um termômetro para saber o que mais estou projetando e no que preciso melhorar.

Não me canso de ver pessoas boas, notícias incríveis, comportamentos surpreendentes. Cada vez mais!

Ao mesmo tempo, o que eu mais ouço das pessoas é exatamente o contrário! Que está tudo pior, que antes era melhor, que esse pais não tem mais jeito. Sei que essa é uma tendência humana, por causa do cérebro reptiliano, focar no que pode trazer perigo. Mas vejo claramente que a vida fica cheia das coisas em que a gente coloca nosso foco. E precisamos, todos, reverter esse ciclo de coisas ruins.

O algoritmo do Facebook, por exemplo, está programado para isso. Ele vai te mostrar cada vez mais coisas ligadas ao que você mais vê, curte e compartilha. Veja o que você quer ver. Não dê atenção, não coloque energia no que você não quer.

No almoço semanal, há algumas semanas, com a minha avó, que é uma das pessoas mais positivas que conheço, perguntei o que mais a faria feliz. (Obs. Ela tem passado por muitos exames recentemente. Nada grave, mas está cansada do vai e vem de médicos e hospitais. Comento no post Almoço semanal – O que você resiste, persiste) Ela me respondeu: – Gostaria de não ter que fazer mais exames.

Minha vó é super espiritualizada e sabe o que é lei da atração, mas mesmo assim ela fez uma cara enorme de surpresa quando falei: – Olha só, perguntei o que te faz feliz e você me disse o que te faz infeliz.

Esse é o princípio do “O que você resiste, persiste”, “você atrai o que sente”, etc. Há meses ela repete para si mesma que não aguenta mais exames, que está cansada de tantos exames, e se pergunta quantos exames ainda terá que fazer. Ela não estava conseguindo sair do ciclo porque não conseguia parar de vibrar na resistência disso. Lutar contra a realidade é inútil e trás muito sofrimento. Como ficar brigando com o que está acontecendo? Só dá para aceitar… E pensar no que se quer fazer, no que te faz feliz, onde você gostaria de estar e o que você precisa para chegar lá e como você quer se sentir quando conseguir.

Não é fácil. A gente ainda vai se render a esses sentimentos muitas vezes pelo caminho. Ter consciência disso e não ficar lutando contra já economiza um bocado de sofrimento.

Percebi que tirar a culpa da equação já dá um ótimo adianto! Se aceite para depois mudar!

Beijo!

Sofia

P.S. Essa foto é para lembrar que tudo é uma questão de ponto de vista e também do quanto a sua visão sobre as coisas dependem de onde você está colocando o seu foco. É mais uma das inspiradoras fotos de André Castellan. Sou fan! Dê uma olhada no facebook.com/castellan.andre e no instagram.com/castellanphotography/ dele!

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