Quando o passado insiste em ser presente – Resolver ou desapegar

A gente rejeita partes de nós. Não gostaríamos de tê-las e não queremos mostrá-las aos outros. Se conhecer e se aceitar por inteiro é meio caminho para ter uma boa autoestima e uma vida emocionalmente saudável. Mas quem disse que é fácil? Escrevi o post abaixo há algumas semanas, mas entre outros assuntos acabava adiando a postagem porque ele fala de coisas que eu não gosto de ter que lidar, embora eu tenha encontrado o lado bom, ainda sim rejeito o fato de ter magoas não resolvidas. E a resistência é muito engraçada. Ela inventa mil motivos antes que você perceba que é só resistência em forma de perfeccionismo (preciso revisar, falta uma conclusão melhor, etc).

Então aqui vai!

Nos últimos dias eu estou incomodada com o fato de o passado ficar batendo em minha (🎶porta feito alma penada🎵). Brincadeiras a parte, o que tem me cansado é ficar revivendo antigas magoas. Meu cérebro diz que tenho que desviar o pensamento e pensar coisas boas, ou pelo menos produtivas do tipo: como será meu dia, o que tenho para fazer, que horas vou almoçar… Aí  quando acho que venci, sonho com as coisas que fico evitando nos momentos de consciência.

Mas quando é a hora de realmente trabalhar essas dores e não jogá-las para debaixo do tapete? Se os assuntos que vem são sempre os mesmos, os que eu já revivi, remoí, criei milhares de ressentimentos (por sentir novamente – re-sentimento)?

Decisão

Vou fazer uma tentativa e depois dizer por aqui se funcionou. Combinei uma coisa comigo mesma: Quando eu perceber que estou com esses pensamentos repetitivos e que são os pensamentos que estão me gerando a emoção, mudarei o pensamento. Tenho uma imaginação muito fértil, então quando revivo situações em pensamento, a emoção vem muito forte, como se tudo estivesse acontecendo novamente.

Mas quando vier o sentimento em si. Proveniente de uma música, de um dia chuvoso ou simplesmente de uma melancolia inexplicável, vou acolher e aceitar.

Resumindo:

Fonte sentimento = aceitar, sentir e processar. Fonte mente criando = mudar foco.

Às vezes vem uma consciência tão grande do amadurecimento frente à um sofrimento me fez ter “vontade” de sofrer. Calma, eu explico. Sabe quando você percebe claramente o quanto uma dor te fez crescer, parar de reclamar e levantar a bunda pra agir e ser responsável pelo desfecho da situação? Agora só de imaginar o quanto cada dor me fez mais a pessoa que eu sou, me fez aprender e crescer… Me vem aquela sensação de: “quando será que eu vou sofrer assim de novo?” É claro que eu não vou procurar sofrimento, mas me abriu um caminho no sentido de: “posso me jogar, por que na pior das hipóteses vou sentir o que estou sentindo agora.”

A consciência e sensação, juntas me dizendo que TUDO tinha que acontecer exatamente assim e que sou melhor porque aconteceu me dá segurança de que não tenho que controlar os próximos passos com medo. Posso e devo me jogar nas situações que aparecerem em todos os campos da minha vida.

“Um pássaro que repousa numa árvore nunca teme que o galho quebre, porque a sua confiança não é no galho, mas nas suas próprias asas.” Elis Busanello

Então vou voar por aí e pousar em galhos cada vez mais distantes!

Beijo

Sofia

P.S. Acabei de ver esse post que tem tudo a ver com coisas ruins que trazem coisas boas: Essa vida pode ser tão maluca…

 

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