Raiva – Percepção da Projeção

Origem do pensamento que me levou a percepção

Ontem li uma postagem da Flavia Melissa contando como ela se viu em uma situação de extrema impotência, com muita raiva, passando por um desconforto enorme e como ela foi aos poucos percebendo o que estava causando aquela situação e o que ela precisava fazer para sair. Depois de anos falando sobre temas como autoconhecimento, lei da atração, abundância, ela se deparou com uma situação em que suas decisões foram tomadas com base no medo e a mente consciente dela dizia que aquela era a melhor decisão, digamos “custo/benefício”.

Vocês sabem que eu sempre informo os links do que comento, mas essa postagem não consigo colocar aqui porque foi feita em um grupo secreto do face. Esse grupo é formado por pessoas inscritas no Portal Despertar. Os participantes do portal são um grupo fechado por diversos motivos. Mas como tudo na vida, nada é estático, tudo muda o tempo todo. Se alguém tiver interesse de participar de um grupo de gente doida que nem eu, me avisa. Assim que abrirem novas vagas, informo aqui.

Raiva

Apesar de ser muito interessante a história que a Flavia conta, vou me ater à um único sentimento que ela teve. Raiva! Ela comentou sentir muita raiva, de várias coisas e pessoas, mas principalmente dela mesma, naquela situação.

Tudo que eu tenho lido tem me trazido para a auto responsabilidade. O documentário Efeito Sombra, por exemplo, nos trás a ideia de que tudo que apontamos de ruim nos outros, só podemos apontar e identificar porque já tivemos dentro de nós, em algum momento, ou ainda temos…

Superrecomendo esse documentário. Não devemos varrer essa parte “ruim” de nós para de baixo do tapete porque depois a gente projeta nos outros o que reprimiu.

Essas ideias me fizeram perceber esse sentimento ontem (de repressão e projeção). Eu vi essa postagem da Paula Abreu, com uma foto que dizia: “O que você pediria AGORA se soubesse que a resposta seria “sim”?”

No dia em que eu alcancei a marca de 1.000 seguidores no Insta e pouco mais de 100 no face, eu logo pedi: Vocês podem curtir a minha página? Na sequencia coloquei o vídeo do Jia Jiang que comentei no Medo – E se eu não fugir?

Depois de algumas horas, olhei novamente e ninguém tinha curtido o meu comentário e pelo que pude perceber, ninguém curtiu a minha fanpage. Senti raiva por alguns segundos pensando como as pessoas podiam não me ajudar com uma coisa tão simples! Aí comecei a olhar os outros comentário e vi uma pessoa que disse querer um espaço para começar a dar um curso. Pensei logo no espaço que tenho disponível em meu escritório e ofereci para ela. Ainda estamos acertando os detalhes de quantidade de pessoas e dias. Ainda não sei se a localização é boa para ela, enfim.

Percepção

1a. ficha a cair. Eu também não tinha olhado se poderia ajudar alguém com o seu desejo. Eu olhei por curiosidade, não vontade de ajudar. Minha natureza quando ouço alguém é sempre pensar em como ajudar e (em tratamento de codependência) depois escolher conscientemente se quero ou não ajudar. Mas nesse caso, estava com raiva das pessoas fazerem o mesmo que eu fiz. Olhar sem intenção de ajudar. Eu só percebi isso depois que já havia oferecido ajuda. Como se depois disso eu não fosse mais uma “daquelas pessoas”.

Hoje de manhã entrei nos comentários novamente para enviar uma mensagem para ela e procurei por curiosidade o meu comentário. Ele havia sido excluído! Me caiu a 2a. ficha na hora. Eu era um spam!

Eu senti raiva por ninguém “me ajudar” já que o meu era um dos pedidos mais simples, mas não percebi que eu estava sendo inconveniente. Quando escrevi, respondi a pergunta da forma mais sincera, mas, eu mesma me olhando de fora pensaria: “Olha essa pessoa pegando carona no post para promover o seu negócio, sai fora, o negócio aqui é sério…”

Eu me vejo pensando dessa forma. Tenho um lado extremamente julgador. Também me vejo lamentando e me colocando no papel de vítima “porque ninguém me ajudou?”. Eu sou a vítima e o carrasco ao mesmo tempo. Porque sentir raiva de alguém que está no mesmo papel que eu?

E nesse momento, fico muito feliz, comigo mesma de perceber esses sentimentos, aceitá-los, saber que todos os temos e seguir em frente. Ontem foram realmente só alguns segundos entre a raiva de ser ignorada e me entreter pensando como ajudar a pessoa que precisa de um espaço para o curso. Aí já comecei a pensar que dando certo vou conhecer um monte de gente diferente, posso participar do curso também, posso divulgar o curso aqui pra vocês, e aí meu pensamento foi embora nessa linha e meu coração só tinha sentimentos bons. Nem sinal daquela raiva que quase ficou, quase cresceu, quase me fez acreditar que tinha razão de ser, direito de estar ali…

Isso me lembra uma frase que eu adoro e tem tudo a ver com o tema auto responsabilidade: “Nunca é alto o preço a pagar pelo privilégio de pertencer a si mesmoRudyard Kipling

Beijo,

Sofia

P.S. Como meu amigo Jia me ensinou, podemos conseguir os nossos sonhos pedindo… Se puder, curte minha fanpage no Face!

P.S.2 A foto não tem filtro. Eu mesma tirei. O pôr do sol parece desenhado com marca texto!

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