Logo eu que não mantenho contato

O dia hoje tá confuso. Eu estava escrevendo um outro post. Sobre amor, possibilidades, mitologia grega… Aí dei uma pausa e li esse post da Flávia. (Vou colocá-lo no final caso você tenha algum problema para abrí-lo) Aí comecei a procurar alguma dor apenas para testar, em mim, o que o texto dizia. Engraçado isso. Às vezes a gente tem a sensação de que não tem problema nenhum acontecendo. Aí fiz força e percebi uma dorzinha. Nos últimos dias tenho escrito e lido compulsivamente, visto vídeos sobre os assuntos que tanto me interessam, sobre os temas que filosofo nesse blog. Cada coisa que leio me lembra alguém que conheço e tenho enviado para as pessoas. Amiga, olha isso! Fulano, lembrei de você. Veja isso, é exatamente o que falamos!

O que mais me incomodou hoje, foi perceber que desde o começo da semana, ninguém me respondeu. Nem minha irmã, nem minhas melhores amigas, nem o amigo que foi almoçar comigo essa semana (ele eu sei que está trabalhando muito, dei um desconto), nem os mais distantes.

Aí, para não perder a piada do meme que está em todas as redes sociais, eu pensei, Logo eu!? (Sim, eu faço piada para mim mesma, rio comigo mesma e se for sem graça reviro os olhos para mim mesma. Sim, eu me acho mega engraçada.)

Se você der uma olhada nesse post que eu escrevi para a minha amiga, (que é uma das que não me respondeu, rsrs) você vai ver que comento que não sou de manter contato ativamente com as pessoas. Normalmente as pessoas me ligam, ou convidam para alguma coisa e eu vou. Não sou de ligar, mandar mensagem, etc. Os grupos de Whatsapp até tem me ajudado em relação a isso. Mas porque estou estranhando essa falta de resposta por parte delas? Porque estou com esse sentimento de rejeição? Logo eu que faço isso com os outros sem querer.

Eu entendo a parte de frustração de expectativa. Fiquei tão na empolgação de quando enviei esse post para a Cris. Achei que ela ía pirar… Ou quando enviei uma reportagem para minha irmã que tinha tudo a ver com uma conversa profunda que tivemos, pensei, dá próxima vez que a gente se ver ela vai me contar os insights que teve! Mas ela não tinha lido… Essa parte de frustração da expectativa eu reconheço. Já é familiar e meu novo hábito tem sido não criar expectativa e treinar lidar com essa dorzinha de frustração. A outra parte eu tô investigando agora.

Acho que por mais que eu esteja escrevendo para quem está na mesma vibe que eu, por mais que eu saiba que a “minha turma” não está muito nessa, eu tenho uma certa necessidade de aprovação. Eu estou querendo uma série de comprovações e validações do que eu tenho feito e acabo projetando eventuais questionamentos, na aprovação das pessoas próximas.

Logo eu!? Poxa, que legal descobrir mais uma fragilidade. Eu fico pensando, caraca, não sobrou cinco minutos para dar uma olhada na minha mensagem?! E aí eu percebo que essa dorzinha que sinto ao fazer essa pergunta tem a ver com o que está aqui dentro e não com o sentimento que as outras pessoas tem por mim. Não tem a ver com o que elas acharam do que eu mandei. Quantas vezes eu fiz a mesma coisa. Se eu parar para olhar meu Whattsapp, tenho certeza de que não respondi várias mensagens de Feliz Natal e Ano Novo. Sem contar que não mandei para ninguém, apenas respondi, quando dava, o que me enviavam. O que isso quer dizer sobre todas as pessoas da minha vida, para quem eu não desejei nada, ativamente? NADA, não quer dizer NADA!

O que a dor quis dizer sobre mim? Muita coisa! Eu preciso parar de me perguntar o tempo todo se escrever aqui faz sentido. Faz e ponto final! Quando deixar de fazer, paro de escrever… Não preciso me perguntar o tempo todo, nem de alguém me dizendo que está ou não gostando das minhas ideias. Alguns vão gostar e outros não. Isso já é certo…

Ufa, dor identificada, aceita e… Acho que ela foi embora!

Beijo pra vocês!

Sofia

P.S. Eu acabei de ver que um amigo criou um canal no YouTube, com vídeos sobre essas minhas viagens filosóficas. Me deu aquela sensação de confirmação de novo. Quem sabe um dia eu tomo coragem para falar isso em vídeo também além de escrever. Confira o canal dele! Sabe aquele amigo de infância que você não vê há anos, mas que quando você vê (no meu caso só pelo vídeo mesmo) parece muito familiar. Parece que não mudou nada. Saudade! Eu lembro que a gente sempre viajou um pouco na mesma maionese.

P.S.2 Olha só o nome do post. Tá vendo como eu não mantenho contato com as pessoas. Tem o lado bom também. Sendo pessoas próximas você nunca sabe quem pensou o que e eu não teria essa sensação de sincronicidade ao ver o vídeo dele.

P.S.3 Post da Flávia Melissa:

Essa foto:

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Com esse texto:

Você já parou para pensar que a dor que você sente, neste momento da sua vida, pode ser a porta de entrada para que a sua CURA chegue até você?

Todo incômodo é sinal de resistência. Só sofremos porque resistimos a algo, e apenas resistimos a algo porque temos medo deste algo. Se não tememos, não resistimos. E se tudo é amor – e o que não é amor é um pedido por amor – o seu medo é apenas um pedido para que o amor preencha alguma parte da sua vida que não está habitando.

O seu medo, a sua dor, é um pedido da sua alma por mais amor, mais compreensão e mais amorosidade.

Eu sei que na hora H é difícil lembrar disso. Mas isso não diminui a importância de você se manter atento e vigilante, prestando atenção à todo o blablabla da sua mente para que, então, permita-se ser transformado pela dor ao invés de brigar com o mundo.

A sua dor é, na verdade, a sua cura batendo na porta da sua alma.
Toc toc toc!
Tem alguém aí?

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