Porque escrevo

Escrever é o ponto atual de uma jornada. Não sei exatamente quando ela começo, nem sei onde vai terminar. Sempre tive vontade de dividir o que penso. Apesar de ser bem introspectiva, depois de desenvolver bastante um determinado tema, internamente, sempre tive necessidade de compartilhar. Normalmente conversando com pessoas próximas.

A minha caminhada ficou mais próxima dos temas desse blog depois de um período grande de dor. Na verdade um pequeno período de uma dor forte. É difícil explicar o motivo da dor. Ele começou junto com o término de um namoro, mas essa não foi a causa. A dor tinha a ver com o começo de uma transformação. Eu de alguma forma sabia que tudo iria mudar e não era sair da zona de conforto que estava causando a dor. Era perceber que antes estava “tudo errado”. Doía sentir que eu não estava sendo eu mesma nos últimos tempos e doía ainda mais perceber que as minhas ações estavam longe de combinar com a pessoa que eu achava que era. Com a visão que eu tinha idealizada de mim mesma.

De repente pareceu que estava tudo errado. Trabalho, vida amorosa, família, finanças, amizades. A dor era tão grande que eu só me perguntava quanto aquilo iria demorar pra passar. Eu tinha certeza de que passaria, mas isso não diminuía o meu desespero.

Uma amiga me recomendou que eu assistisse os videos da Flavia Melissa para me ajudar a entender os conflitos internos que eu estava vivendo. Fiquei viciada. Assistia um atrás do outro. Eu não sei explicar porque eles me preenchiam tanto. Tudo que ela falava se encaixava com o que eu estava sentindo. Eu não melhorei instantaneamente e só depois de algum tempo relacionei as duas coisas. Acho que vários fatores fizeram eu sair daquela dor que parecia infinita. O fator tempo era o principal para mim na época. Eu sabia que mesmo que nada mudasse, com o tempo doeria menos. Eu sempre fui feliz e sei que sempre serei, independente dos períodos de tristeza. Mas fiquei três meses apenas com vontade de chorar. Quase nada me fazia rir verdadeiramente e quando fazia, vinha de fora e a alegria durava o tempo da risada.

A pergunta “quanto tempo ainda vou ficar assim?” ecoava na minha cabeça dia e noite. Quando me perguntavam se eu estava bem, eu era sincera e respondia: “- Ainda não. Só quero saber quando isso vai passar.” O fim do namoro facilitava a explicação de porque eu não estava bem, o real motivo é difícil de explicar ainda hoje.

Um dia, dei risada de mim mesma. Nem lembro do que. Nesse momento me veio uma paz imensa e a tão esperada resposta. Passou! Foram três meses…

Acho que eu rio de mim mesma pelo menos umas três vezes no dia. Rio de mim e rio comigo mesma. Ainda não sei dizer o que de tão grave aconteceu para eu perder essa capacidade e deixar a tristeza me invadir. Acredito que tenha sim a ver com o relacionamento, mas não com a pessoa. Algum dia vou escrever um post sobre o relacionamento em si, mas nesse quero comentar o quanto esse período de tristeza foi transformador.

Os videos que eu assitia da Flavia Melissa, do TED, entre muitos outros, não eram exatamente conceitos novos ou desconhecidos para mim. Eles eram veículos para que eu refletisse diariamente sobre questões em que eu sempre tive interesse. Sempre discuti, questionei, refleti, busquei respostas, busquei novas opiniões.

Com o passar do tempo, a busca por conhecimentos ligados à espiritualidade, expansão da consciência, autoconhecimento, lei da atração, filosofia, etc, deixou de ser um conforto da dor e começou a se tornar cada vez mais prazerosa. Como uma pessoa racional, sempre tive que testar os conceitos e eles sempre funcionaram na prática. A percepção de que muitas sincronicidades me trouxeram para esse caminho e que trilhar esse caminho está me fazendo cada vez melhor e mais feliz me trouxe a necessidade de transbordar isso para outras pessoas.

Comecei com as pessoas próximas, mas algumas não estão no mesmo caminho que eu (comento isso aqui) e para não ser chata, achei melhor transbordar em um lugar onde as pessoas pesquisem por livre e espontânea vontade. Pensei em escrever um livro, (ainda não desisti do plano) mas o formato de blog tem me dado a possibilidade de escrever da maneira como as ideias tem vindo, borbulhando em posts.

Estou amando escrever. É uma maneira de organizar os pensamentos e sentimentos aqui dentro.

Obrigada por ler!

Sofia

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