Guerra Interna

Adoro meus amigos. Eles me fazem crescer na dor e no amor. Sempre me dão a oportunidade de conhecer mais sobre mim mesma. Quando estão presentes e também com sua ausência. A gente atrai as pessoas para nossa vida por afinidade e eu tinha a sensação de que só as pessoas que conviviam comigo é que pensavam de um jeito parecido com o meu. Só elas entenderiam as minhas filosofias doidas.

Daí de uns tempos para cá eu comecei a ficar diferente. Comecei a ver as coisas por um outro ângulo. Percebi que precisava desapegar de algumas ideias que me acompanharam a vida toda. Comecei a acompanhar palestras “malucas”, falar de teorias sobre o universo, questionar tudo e confesso, também comecei a apontar o erro alheio de acordo com minhas novas perspectivas. Eu cheguei nesse momento de querer ver além, olhar pra dentro, não fugir da dor e sim entendê-la, aceitá-la, tê-la como aliada. Mas não foi uma escolha de todos ao meu redor. Apontar o erro do outro e forçá-lo a sentir a dor de encarar a verdade quando ele tenta se enganar é o caminho mais fácil, para quem aponta. É tentador e traz um certo prazer de poder. O poder de estar certo. A reação desmedida do outro lado te comprova que você está certo. Que pegou no ponto que a pessoa não quer olhar, tratar, resolver, aceitar. É bem mais fácil acusar, mostrar sua verdade do que entender que cada um tem seu momento. É difícil ver alguém que você gosta sofrer, querer mostrar o caminho, mas saber que cada um vai seguir por uma rota. A certeza do reencontro em algum momento, a certeza de que todo sofrimento é passageiro, ameniza a angustia, mas não é fácil. Todo esse mecanismo de não influenciar na jornada do outro mais do que ele te pede tem muito mais a ver com você do que com ele.

Escrever sobre isso me ajuda bastante. Saber que esses meus pensamentos estão disponíveis à outras pessoas de uma forma que elas tenham acesso apenas pelo livre arbítrio me traz paz.

Depois de eu aceitar que talvez os amigos da vida toda não estejam na mesma vibe que eu, encontrei várias pessoas que estão. Tropecei mesmo em várias e isso me trouxe uma segurança incrível! Quando parei de procurar, de me preocupar com isso, percebi em cada um, em cada um dos mesmos amigos, que todos estão caminhando. Quando baixei a expectativa de que eles me entendessem, comecei a entendê-los. Desde então só tive surpresas boas.

Todos estamos em guerra com nós mesmos. Ter consciência disso é o princípio de tudo. Se você já percebeu isso, estamos no mesmo caminho.

Acabei de achar um Webinar com a Paula Abreu e o Fernando Belatto (tipo de palestra maluca que eu comecei a assistir) sobre DGI – O Despertar do Guerreiro Interno. Algo me diz que acharei dicas de como lidar com minhas guerras internas e aceitar quando percebo essas guerras nos outros.

Sofia

P.S. Depois de publicar esse post vi uma frase no face que tem muito a ver com isso: “Um macaco viu um peixe na água e o tirou de lá pensando que estava salvando sua vida. O peixe morreu… Como é importante entendermos o mundo do outro!”.

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