Série Abundância – T1 – Episódio 2

Mudança de rota. Colidi com a escassez!

Estava com esse post todo planejado já. Ia fazer o resumo de um video sobre o assunto. Mas me senti mal com uma situação hoje e quando fui destrinchando o motivo, vi que tem muito a ver com esse assunto e essa minha vontade de tornar abundância uma prática diária. Tem também relação com a dificuldade de aceitar o momento presente e querer que as coisas sejam diferentes da realidade. A parte da realidade merece uma série inteira, inclusive.

O que mais me atrai é a ideia de abundância de todas as coisas, pessoas, emoções, oportunidades, felicidade que transborda de tão abundante… A abundância financeira é tão almejada porque ela nos dá a sensação de que trará a abundância de todas as outras coisas também.

Tenho buscado encontrar meu propósito há alguns anos, e no meio do caminho tem momentos em que a necessidade de ganhar dinheiro e a necessidade de guardá-lo como símbolo de segurança se tornam maiores. Eu aceito que na minha jornada, isso ainda estivesse separado, pelo menos até agora.

Sempre achei que se encontrasse algo ligado ao meu propósito, junto viria uma mega coragem e largaria tudo para ir atrás desse algo. Percebi que nem sempre se alinhar com seu propósito exige que você mude tudo. A transição pode fazer parte do próprio propósito. Como se adaptar pode ser fonte de grande autoconhecimento. Nos últimos tempos tenho sentido essa necessidade de dividir o que eu leio, o que eu reflito, as coisas que aprendo com outras pessoas. Vi esse caminho se desenhar por esse blog. Isso tem me motivado a levantar pela manhã, tem me trazido imensa alegria e a coisa mais parecida que eu consegui identificar como meu propósito de vida. Nesse momento, ter a coragem de largar tudo para escrever mais nesse momento, seria burrice e não coragem. Eu não tenho um leitor sequer, ainda…

Então eu fui em uma entrevista hoje de manhã e saí de lá me senti mal emocionalmente. A entrevista foi em uma empresa de recrutamento. Essa empresa analisa o perfil do candidato e indica para vagas abertas em empresas clientes. O principal objetivo do entrevistador é identificar o que você procura e qual o seu perfil para te encaixar nas vagas que ele tem. Conforme eu descrevi minha vida profissional ele percebeu uma coisa que até hoje sempre foi uma qualidade, do meu ponto de vista. Ele disse: Ok, pelo que você me falou eu identifiquei as áreas de contabilidade, tesouraria, fiscal, planejamento, entre outras. Mas eu preciso saber o que você quer!

Acredito que a sensação de que ele foi bem grosso, foi intensificada pela minha não aceitação do fato de eu não saber o que eu quero. Eu já tinha consciência disso e achei que tinha aceitado. O mundo corporativo não aceita esse comportamento “deixa a vida me levar”. Você tem que ter o tempo todo, todas as respostas. Eu sempre sofri com isso, mas nos últimos dois anos, mais ou menos, tinha me ajustado a isso. Transformei o que eu precisava no que eu queria e pronto. Racionalmente fiz meu coração, meu desejo, meu impulso, meu sentimento, e todas as partes do meu ser quererem ansiosamente o que eu achava que eu precisava. O meu discurso batia com o que todo mundo queria ouvir. E eu fiquei feliz! Tenho certeza de que isso aconteceu porque isso era realmente o que eu precisava, naquele momento. O que aconteceu, era o que tinha que acontecer!

Nas entrevistas há um ano atrás eu tinha todas as respostas, todas as certezas. Me sentia extremamente segura. Montei todo um raciocínio, toda uma história do meu momento, do meu passado e do meu futuro. Tudo interligado e com sentido lógico. Porque eu mudei da posição de empregada para montar minha empresa e porque eu estava querendo voltar a condição de empregada.

Eu sabia que era tudo verdade, mas não adiantava eu sentir aqui dentro e não ter como explicar. Também não adiantava montar uma história bonita que não fosse o que eu sentia. O que eu sentia naquele momento é que todos os pontos estavam ligados no meu passado e até aquele momento. Essa segurança que eu tinha, ou melhor, que eu tive, não tenho hoje. A coragem, a força de poder me questionar, me dar o direito de me questionar, assumir que não tenho certezas o tempo todo, me torna fraca nesse tipo de ambiente. Mais vale uma pessoa incompetente e preguiçosa que demonstre firmemente  uma mentira, do que alguém que não sabe direito o que quer. Não estou criticando essa postura em um recrutador. Esse ambiente exige isso, porque competência e disposição para o trabalho não se pode medir na entrevista, mas segurança, firmeza, sim.

Voltei pensando pelo caminho porque estava me sentindo mal. Ele fez o papel dele em querer que eu me posicione nas próximas semanas sobre qual área tenho preferência. Eu fui sincera em dizer que não pensei sobre o assunto. Porque me sinto tão mal de ser eu mesma nessa situação. Ser eu mesma não significa não saber, estar indecisa ou insegura. Apenas significa que nesse momento eu não sei. Estou revendo tudo, não sei mais de nada. Queria dizer para ele: – O que vier está bom. Vou ver o que posso fazer com a experiência que já tenho e o que posso aprender com as pessoas com quem vou trabalhar.

Mas dizer isso, no meu próprio conceito, seria inadequado.

Aí me pergunto, como posso trabalhar com pessoas que vão entender o que eu estou falando? Como posso trabalhar com pessoas que se fazem essas mesmas perguntas? Pessoas que sabem que tudo é passageiro e não querem garantir na entrevista que eu faça uma carreira lá para o resto da vida? Qual a profissão que permite dúvidas na maior parte do tempo?

Não quero mais me moldar para encaixar nos lugares. Essa compreensão só veio agora porque eu consegui! Acho que só tenho certeza porque aprendi como me moldar. Gosto da habilidade de me adaptar ao ambiente. Mas quando ela é opção e não barganha para um salário e seu ambiente diário, obrigatório.

O que tudo isso tem a ver com abundância?

A vontade de querer um emprego corporativo está ligada a possibilidade de formar um pé de meia maior, para poder me aventurar nessas novas descobertas de propósito. Achei por pouco tempo que aumentar esse pé de meia era abundância, mas acabei de perceber que é medo da escassez. Medo do meu pé de meia acabar.

Seguindo tudo que eu estou aprendendo e me propondo a divulgar, vou tomar coragem para não fazer nada e me alinhar com a resposta. Vou esperar a resposta do universo para essa minha dúvida. Literalmente:

– Universo, o que vai me sustentar financeiramente nos próximos meses, para que eu continue podendo escrever, podendo procurar meu propósito de vida, conectada com a energia da abundância?

Agora fiquei até com inveja de você que está lendo e vai ter essa resposta em um post futuro sem ter que arriscar a pele como eu nesse momento.

Agora vou ter que escrever um post sobre sinais do universo… Acho que também vai virar série.

Sofia

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